Trabalhadores protestam e pedem segurança

Palco da cena às suas portas de um violento episódio policial que deixou quatro mortos na última sexta-feira, o Hospital Cristo Redentor amanheceu nesta segunda-feira, 25, com um ato de protesto dos trabalhadores.
Cansados de sofrer ameaças de suspeitos de crimes em seu local de trabalho e da falta de segurança nas imediações do GHC, os servidores, apoiados pela ASERGHC e pelo SINDISAÚDE-RS, protestaram contra a falta de segurança ao mesmo tempo em que se solidarizaram com os trabalhadores da segurança pública que recebem baixos salários, estão com efetivos defasados e desaparelhados para enfrentar o crime organizado.
uma carta aberta à população salienta que a violência das ruas desemboca nos hospitais e isso se tornou um fator de risco para quem ali trabalha. O Presidente da ASERGHC, Valmor Guedes, declarou que os servidores estão cansados das promessas incumpridas da Direção do GHC no que se refere à segurança de trabalhadores e pacientes. “Desde 2014, pedimos por maior controle de entrada e saída, detectores de metais, monitoramento eletrônico e contratação de seguranças concursados. Mas nada é efetivado. A Direção promete providências mas elas não vêm”, protesta Guedes.
O problema de gestão no GHC também é apontado pelo Presidente do Sindisaúde-RS, Arlindo Ritter. Ele afirma que falta profissionalismo na condução do maior complexo público hospitalar do sul do Brasil.
O protesto contou com o apoio da comunidade, com diversos vizinhos se aproximando para manifestar sua solidariedade aos trabalhadores e reclamar por mais segurança. O vereador Alceu Brasinha (PTB), que é vizinho do GHC, veio manifestar seu apoio aos trabalhadores e contou ter sido assaltado perto dali.

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