Servidores do GHC aprovam Ato de Protesto para 7 de abril – Dia Mundial da Saúde

Reunidos no Pátio do Hospital Nossa Senhora da Conceição, os trabalhadores do Grupo Hospitalar Conceição aprovaram por unanimidade, na Assembleia de hoje à tarde, três reivindicações:
(1) reposição das perdas salariais acumuladas até 31 de março de 2016 (INPC dos últimos 12 meses é de 11,07%) mais 5% de aumento real para ser encaminhado à mesa de negociação salarial com Sindihospa;
(2) fim das terceirizações e contratação imediata de pessoal para atendimento direto ao público no GHC;
(3) Redução da Jornada dos Higienizadores para 180h;

A Assembleia aprovou ainda um calendário de lutas com a Participação na Assembleia Geral do Sindisaúde-RS, convocada para o dia 23 de março de 2016, às 14h, na ASHCLIN (Associação dos Servidores do Hospital de Clínicas) e a organização de um Ato de Protesto contra os cortes na saúde promovidos pelos governos, no Dia Mundial da Saúde, 7 de abril. Finalmente, os trabalhadores decidiram fazer circular um abaixo-assinado entre os servidores com uma moção de repúdio à proposta de Código de Ética elaborado pela Direção do GHC.

Na Assembleia, o Presidente da ASERGHC, Valmor Guedes, chamou a atenção para aumento das terceirizações no GHC, que ameaça setores como a Manutenção. Relatou também aos presentes a Audiência Pública realizada pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, no último dia 9 de março, onde foram denunciados aos parlamentares as condições de trabalho extenuantes dos higienizadores, casos de assédio moral e práticas incorretas no manejo de dejetos por parte da Direção do GHC. E informou que, nos próximos dias, haverá uma visita de deputados estaduais aos hospitais do Grupo. Valmor solicitou aos trabalhadores que se organizem para fazer chegar na ASERGHC suas denúncias para que a Associação possa apresentar o conjunto dos problemas aos parlamentares.

O vice-presidente da ASERGHC para o Hospital Fêmina, Ricardo Sarmanho, denunciou a falta de servidores no atendimento direto ao público. Explicou que a contratação de cerca de quatro mil funcionários foi para suprir novas atividades, como a Escola GHC e outras. E afirmou: “É por isso que nos setores que prestam o serviço diretamente para a população tem cada vez menos gente. A Gestão desvia funcionários dali para novas atividades. Esta é a razão para a falta de pessoal para trabalhar!”

Outro problema levantado é o novo Código de Ética da instituição, previsto pela Portaria 50/15. O Presidente do Sindisaúde-RS, Arlindo Ritter, manifestou preocupação com a forma apressada e autoritária como a Direção do GHC está tentando impor esse Código de Ética e alertou: “a proposta da Direção tem cláusulas que autorizam demissões sumárias.” Arlindo enfatizou que qualquer documento dessa natureza tem que passar pela mesa de negociação, não pode ser imposto de cima para baixo. “O que nós queremos é um Código de Ética que regule principalmente os casos de má gestão, desperdício do dinheiro público e descaso com a população!”, declarou.
Fotos: Guilherme Fernandes

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