Reforma da Previdência faz mal ao trabalhador

 O projeto inicial de Michel Temer (MDB), reformulado por Bolsonaro (PSL), pretende mexer na Previdência, consequentemente na aposentadoria dos brasileiros. Atualmente, a Previdência no Brasil é por repartição, ou seja, as aposentadorias são pagas com o dinheiro arrecadado das contribuições dos trabalhadores. Uma das novas propostas do governo é o modelo de capitalização, em que cada trabalhador terá uma conta individual para a qual vai contribuir, ou seja, cada um fará a sua própria poupança, que será depositada em uma conta individual.

No modelo de capitalização quem administrará as contas será a iniciativa privada, como bancos e fundos de pensão. Com isso, os trabalhadores estarão à mercê das taxas dos bancos e o valor final recebido será inferior ao valor da aposentadoria se somado ao longo dos anos. O mesmo modelo foi adotado no Chile na década de 1980 e hoje, quase 40 depois, o resultado foi o empobrecimento e a miséria dos idosos chilenos, que atualmente recebem metade do salário mínimo local.

Outro modelo proposto pela equipe de Bolsonaro é uma idade mínima para aposentadorias. Atualmente, após 35 anos de trabalho formal para homens e 30 para mulheres, é possível se aposentar sem idade mínima por tempo de contribuição integral. A nova regra pretende criar idade padrão de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres.

Enquanto fala-se em mexer na aposentadoria na população, o governo já deu indícios que determinadas categorias serão poupadas – em especial as Forças Armadas, policiais militares e políticos. Hoje, 142 deputados e ex-deputados, entre eles o presidente Jair Bolsonaro, poderão pedir aposentadoria, já a partir do mês que vem, com direito a um benefício de até R$ 33.763 – seis vezes mais que o teto do INSS, que é de R$ 5,6 mil mensais.

Aserghc é contrária a qualquer proposta do governo que prejudique, fragilize ou interfira no papel da Previdência Pública. Em 2019 estaremos na linha de frente na defesa dos direitos dos trabalhadores e na manutenção da aposentadoria digna. Não vamos pagar esta conta! Vamos à luta!

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