A ASERGHC realizou no dia 14 de outubro, sexta-feira, Assembleia com os funcionários do Grupo Hospitalar Conceição para tratar de quatro pautas: contratos temporários, terceirização de serviços, banco de remanejo e vale-alimentação.
Infelizmente, segue a ação repressiva da Direção do Grupo Hospitalar Conceição contra a organização dos trabalhadores. Os diretores da ASERGHC receberam diversas ameaças de execução da decisão judicial que proíbe o uso de equipamento de som nas imediações e nos pátio interno do Hospital Conceição. Caso fosse utilizado microfone e altofalante a multa seria de R$ 20 mil. Além disso, pessoas da Direção do GHC rondavam a Assembleia com o intuito de coagir os participantes e identificar os representantes.
Arlindo Ritter, Presidente da ASERGHC, abriu a Assembleia criticando a falta de diálogo e a perseguição da Direção do GHC. Enquanto se nega a receber a ASERGHC para debater o vale-alimentação da categoria, está tratando com a Associação dos Médicos do Hospital Conceição (AMEHC) a volta dos plantonistas, numa clara demonstração de descaso com os funcionários do Hospital.
Gilson dos Santos, da Diretoria da ASERGHC, parabenizou a presença dos cerca de 60 presentes que estão “indignados com os rumos da instituição”. Ressaltou que o vale-alimentação é um direito já garantido a funcionários de outros hospitais e que serve para os trabalhadores colocarem mais comida na mesa da sua família.
O GHC nega o vale-alimentação alegando que já possui refeitório para os funcionários. Porém, o vale-alimentação serve para compras em supermercados, e não refeições diárias.
Ambos oradores afirmaram que as tentativas de criminalização e repressão ao direito de livre organização estão sendo realizados por conta da pressão que a chefia estava sofrendo internamente da categoria e que não conseguirão calar os trabalhadores.
Foi relatado por alguns presentes o descumprimento do Banco de Remanejo, em que pessoas ligadas ao Sindsaúde e à Direção do GHC tem privilégios na escolha e “furam” a fila da troca de turno. Aprovou-se todas as medidas de denúncia cabíveis a esta situação.
Contratos temporários e terceirização dos serviços foram abordados como elementos da precarização das relações de trabalho e de atendimento ao público. Diversas terceirizações tem prejudicado a manutenção e higiene do Hospital. Os terceirizados seguem sendo utilizados como mão-de-obra mais barata, sem os mesmos direitos que os efetivos e com risco de demissão. São questões que estão relacionadas ao “aparelhamento político” instaurado pelo PT e PMDB na gestão do GHC, que seriam resolvidos por uma gestão técnica, profissional e comprometida com a saúde da população.
A Assembleia deliberou que a ASERGHC promova campanha pública, para além das cercanias dos hospitais, para denunciar e chamar a atenção da opinião pública para estes problemas.