Mobilização dos trabalhadores freia pacote de maldades da gestão do GHC

Mais de trezentas pessoas participaram do protesto em frente ao prédio administrativo do Grupo Hospitalar Conceição (GHC). Entre as reinvindicações está a volta do banco de remanejo, suspenso pela direção após a ultima reunião da mesa de negociação (saiba mais aqui).

A Aserghc e o Sindisaúde convocaram o ato que durou a manhã toda, com agitação e música. Entre os representantes sindicais estavam Antônio Guntzer da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Etevaldo Teixeira da CSP-ConLutas. Na reunião com a gestão participaram a Aserghc, através do presidente, Valmor Guedes, e do representante dos trabalhadores, Rudi Caldeira, e também Sindisaúde, Simers, Sergs, SintitestRS, Sinttargs, Sindifars, Soergs, Sindaergs e Sinurgs.

A luta pela permanência dos direitos dos trabalhadores conseguiu frear o pacote de maldades impostos pela direção do GHC. Após muita negociação entre a Aserghc, Sindicatos da Saúde e representantes da direção foram garantidos temporariamente às inscrições no Banco de Remanejo para as transferências do diurno para o noturno.

A direção propôs a aplicação do art. 59-A da CLT, referente às novas normativas da Reforma Trabalhista, para os novos empregados. Para estes, a direção propõe o não pagamento das horas extras habituais, não pagamento das horas extras pela ficção da hora reduzida noturna e também do adicional noturno após as 5h da manhã, ou seja, estes trabalhadores ganharão 30% menos que os demais colegas. Os sindicatos e a Aserghc não aceitaram essa medida, acordando que não haverá contratações de novos funcionários diretamente para a noite até a próxima reunião.

Após as propostas da direção, os sindicatos decidiram que farão assembleia para a organização da pauta de negociação dos trabalhadores. Essa assembleia deverá acontecer antes da próxima reunião com a gestão, que será no dia 12 de janeiro às 10h. Este é o momento de unidade entre os trabalhadores do dia e da noite para mostrarmos aos representantes da gestão que nenhum trabalhador ficará para trás. Quem não pode com a formiga, não atiça o formigueiro.

Chamamos todas e todos para uma grande assembleia onde serão construídas propostas pensadas pelos trabalhadores para os trabalhadores. Não aceitaremos nenhum direito a menos! Este é o momento de convocarmos os locais de trabalho, conversarmos com os colegas e nos unirmos.

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Fotos: Júlia Matos e Nathália Bittencurt/Comunicação Aserghc

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