Ministro da saúde defende indicação política para direção do GHC e faz proposta nebulosa de gestão via “Grupo de trabalho de uma fundação”

Em entrevista concedida à imprensa radiofônica na manhã desta quinta-feira, 30 de junho, o atual Ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR), depois de refletir sobre problemas reais da gestão do SUS como a inversão na aplicação de recursos que estão concentrados nos atendimentos de alta complexidade em vez da atenção básica, entre outras questões, apresentou como solução para essas questões o fim da estabilidade e da isonomia no serviço público federal, em um claro ataque à Constituição Federal de 1988. Ocorre que o subfinanciamento do SUS, com o qual o Ministro tem sido conivente ao aceitar o bloqueio de recursos federais da ordem de R$ 23,4 bilhões no orçamento de 2016 em que parte substantiva sai dos cofres da Saúde, é um problema que não pode ser resolvido retirando mais direitos dos trabalhadores, explicou o Presidente do Sindisaúde-Rs, Arlindo Ritter.

Depois de defender a meritocracia para tentar justificar o ataque aos trabalhadores, o Ministro, em uma demonstração de incoerência a toda prova, defendeu que nova Direção do GHC deve ser exercida por “alguém de fora” dos quadros do Grupo. Pois, argumentou ele, vivemos um regime de “presidencialismo de coalizão”. Frente a esse posicionamento do Ministro, o Presidente da ASERGHC, Valmor Guedes, reagiu indignado: “O quadro funcional do GHC é altamente qualificado. Nossos problemas de gestão derivam da interferência nefasta de interesses partidários estranhos aos da defesa da saúde pública de qualidade. Por isso, mais do que nunca queremos um processo de escolha democrática e com critérios técnicos claros para a definição da nova direção do GHC. Nada de persistir no erro de novas indicações partidárias!”.

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