Direção do GHC mantém o corte dos direitos dos trabalhadores em nova reunião com o TRT

A ASERGHC se reuniu ontem, dia 17, no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4) juntamente com os sindicatos e representantes da diretoria do GHC para retomar a negociação do Acordo Interno. O encontro, mais uma vez, foi marcado por tensões e ameaças da direção do grupo em congelar os direitos dos trabalhadores e até mesmo de retirar os avanços históricos já conquistados.

Os sindicatos e a ASERGHC pedem que o aumento do vale alimentação seja reajustado em 9,70%, referente às perdas de 4,91% de 2016 e do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do período atual. Para o vice-presidente do TRT-4, o Desembargador João Pedro Silvestrin, tanto o vale alimentação, quanto as férias-prêmio e a licença para capacitação, representam cláusulas importantes e têm como objetivo a valorização do trabalhador.
Para Valmor Guedes, presidente da ASERGHC, as férias-prêmio foi um benefício oferecido pela própria direção do GHC em anos anteriores para justificar o sistema de avaliação institucional. Além disso, os trabalhadores não têm plano de carreira ficando muito aquém da realidade de outras estatais. Guedes ainda afirmou: “a motivação dos trabalhadores acaba sendo desgastada, pois o atual sistema de avaliação é somente punitivo. Neste sistema, por exemplo, a capacitação é obrigatória, mas a diretoria do GHC não disponibiliza meios para que o profissional cumpra a meta e acaba por rebaixar a nota individual dos trabalhadores”.

Os diretores do grupo não estão participando das negociações e apenas enviam representantes que não têm autonomia de decisão, o que dificulta a mesa de negociações. Os mesmos alegam que a SEST (Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais) não está autorizando a liberação das férias-prêmio e a licença para capacitação, muito menos a repor o INPC do Vale Alimentação.

O mediador desembargador Silvestrin suspendeu a mesa até o dia 02 de agosto, na tentativa de encontrar um acordo. A ASERGHC e os sindicatos não aceitam a retirada arbitrária de direitos fundamentais para os trabalhadores, como as férias-prêmio e a licença para capacitação. As entidades e a direção do GHC se comprometeram em fazer uma reunião prévia no GHC na tentativa de uma solução viável.

Caso não seja possível uma negociação, o TRT e o Ministério Público temem uma nova greve. A ASERGHC afirma se não houver uma nova postura da direção há chances reais de paralisações em decorrência da falta de diálogo.

Fotos: Comunicação ASERGHC

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