ASERGHC debate reforma da previdência com trabalhadores do GHC

A Aserghc realizou ontem, 7/02, uma plenária para debater as mudanças na previdência dos trabalhadores, segundo a proposta de reforma do governo Bolsonaro. A discussão contou com os advogados Cristiano Ferreira e Luis Felipe Braun Ávila, do escritório Paese, Ferreira & Advogados Associados. Também estiveram presentes Arlindo Ritter, presidente do Sindisaúde-RS e Aserghc, Marília Iglesias, diretora da Associação dos Servidores do Hospital de Pronto Socorro (ASHPS), e Antônio Cunha Neto, dirigente da central sindical CSP Conlutas.

Ao longo do evento diversas trabalhadoras e trabalhadores tiraram dúvidas e compreenderam diferentes direitos que serão alterados a partir da reforma da previdência. Para o advogado Cristiano Ferreira, a reforma é ruim como um todo. “Não devemos pensar só no quão essa reforma é ruim para mim, para o meu caso específico, ou para vocês, e sim para as gerações futuras”, refletiu Ferreira.

O advogado Luis Felipe Ávila detalhou as alterações que já estão em vigor a partir da medida provisória 871/2019, que toca em direitos históricos como a pensão por morte, auxílio doença, salário-maternidade, aposentadoria rural, entre outros. Ávila destacou que essa reforma terá consequências que não demorarão a serem percebidas nos próximos anos, pois haverá retração na economia e o aprofundamento da desigualdade social, a partir do empobrecimento crescente dos aposentados e da população que não conseguirá se aposentar, tampouco se manter empregada.

Os trabalhadores discutiram também a necessidade de unidade com as demais categorias da cidade e do país, pois é preciso barrar a reforma e defender o direito a aposentadoria digna para a população mais pobre. Foi definida a participação ativa no protesto unificado que acontecerá na Esquina Democrática de Porto Alegre na próxima quinta-feira, 14/02. Além desse dia de mobilização, também haverá um grande ato de protesto contra a reforma da previdência em São Paulo no dia 20 de fevereiro, onde os trabalhadores do GHC e da saúde serão fundamentais.

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